sábado, 23 de fevereiro de 2013

Onde dorme o meu bebé?


Bem, hoje queria falar-vos de um tema que as vezes deixa-me intrigada pela forma como, por vezes, tendemos a atacar aqueles que seguem uma “linha” diferente da nossa.

De há uns tempos para cá que cada vez mais os casais (ou um deles) opta pelo chamado Co-sleeping, que consiste no bebé dormir SEMPRE na cama dos pais (alguns consideram que co-sleeping também pode incluir o bebé dormir na própria caminha de grades MAS no quarto dos pais), porém aqui irei considerar co-sleeping somente a 1º opção.  Pois bem, esses casais são muitas vezes atacados com palavras de “credo, e vocês não têm vida conjugal?” ou “vais te ver a rasca quando quiseres que ele durma na própria cama!” ou outras coisas menos simpáticas. No entanto, também sinto que há uma espécie de ataque inverso dos que fazem co-sleeping para os que optam ter o bebé em quarto diferente…palavras como “achas que o teu bebé é feliz assim?” (mas com aquela cara de desconfiança e em tom de “claro que não é feliz!”), ou então “isso não é natural” ou “a nossa sociedade esqueceu-se de suas bases” (aparentemente a base da sociedade para quem fala isto é baseada - e corrijam-me se estiver errada - no que as tribos de hoje em dia continuam a fazer).


O que eu digo é: alto lá e pára o baile!!! Em 1º lugar, o que dá-nos o direito de julgar a opção da outra pessoa? E mais, o que nos faz pensar que a nossa opção é melhor do que a do outro? Digo-vos uma coisa, não sou adepta do “tudo é relativo” pois acho que certas coisas são mesmo certas e outras são mesmo erradas, mas neste caso em especifico será que há uma opção realmente correta ou há várias opções que são certas ou erradas de acordo com a personalidade de cada pai e mãe e também da do bebé? Ao meu ver, quando fazemos uma escolha temos que olhar várias perspectivas: analisar os nossos gostos, os nossos objectivos e, sobretudo, os nossos limites. Para alguns o co-sleeping é uma dádiva, um momento de amor e de serenidade, algo que faz o casal feliz e, por isso, o bebé também. Para outros o co-sleeping nada mais é que uma obrigação para que todos possam dormir melhor. E para outro grupo o co-sleeping pode tornar-se um verdadeiro pesadelo. 



Na minha opinião cada um sabe de si e as opções que tomamos têm por base a nossa personalidade e o modo como vemos o mundo, e o que resulta pra uns, não resulta pra outros. Se existe um casal na família penso que o co-sleeping só é valido se ambos sentirem-se confortáveis com isso porque, e aqui vai o meu ponto de vista, de nada adianta querer estar próximo do bebé se isso irá afetar a vida conjugal pois, queiramos ou não, as nossas ações como casal afetam nossas crianças. Um casal que opte pelo co-sleeping precisa tirar prazer dessa partilha única e, obviamente, ter criatividade e vontade para também puderem tirar um tempo sozinhos sem o bebé (sexo, e de qualidade, também é importante minha gente!). Se, por outro lado, um dos membros do casal não se sente confortável em dormir junto com o bebé (o espaço torna-se menor, pode ter medo de magoar o bebé, etc) e o outro membro não se sente feliz em colocar o bebé sozinho num quarto,  acho importante encontrarem um meio termo (por exemplo, ao invés da cama partilhada, porque não o bebé na sua caminha de grades mas no mesmo quarto dos pais? Ou, quem sabe, a caminha de grades sem uma das grades ao lado e unida a cama dos pais? Primeiro ha que ver porque alguém não quer o co-sleeping e, de acordo com isso, achar uma possível solução para ambos os lados), afinal, como diz o ditado, no meio está a virtude e conversando tudo se resolve! 



O importante, para mim, é que o casal esteja unido e, se não totalmente de acordo, que pelo menos respeitem o outro e encontrem, juntos, uma solução intermédia. Eu acredito que o bebé não será mais ou menos feliz por dormir colado aos pais ou na sua própria cama desde que receba todo o amor de que precisa no resto do dia, como também não concordo que bebés que andem sempre ao colo sejam mais felizes do que aqueles que andam em carrinhos (por exemplo). Não é só uma questão de personalidade e gostos mas também uma questão de hábitos…um bebé está a aprender sobre o mundo, e portanto pra mim faz sentido incutirmos hábitos neles que apreciamos e/ou que estejamos confortáveis em realiza-los, porque do que adianta alguém acostumar o seu bebé a estar sempre no colo e a dormir ao seu lado se fica cansada, frustrada, com dores nas costas e irritada com isso? Os bebé são sensíveis ao nosso humor e por isso penso que o que faz sentido é tentarmos manter o equilíbrio entre mãe/pai e bebé de forma a suprir as necessidades do bebé mas respeitando os nossos limites.

 Um bebé feliz será aquele que é criado por pessoas felizes, amáveis e confiantes no que estão a fazer independente da opção de co-sleeping, colo toda a vez que o bebé pedir ou outro tema qualquer (como a amamentação, por exemplo. Mas desse tema talvez fale noutro dia). Por isso não gosto quando as pessoas criticam um lado ou o outro, ou porque dá-se muito colo ou porque optamos por não dar colo sempre que o bebé resmunga. São opções e, apesar de saber que há pessoas que acham que isso fará uma diferença BRUTAL no futuro (algo como a capacidade do bebé quando for grande em dar amor as outras pessoas ou, em contradição, ser um sirial killer - ok, obviamente estou a exagerar), acredito que não é por aí; o importante é que se sintam amados e, ao meu ver, não precisamos andar com o nosso bebé sempre a tiracolo para que ele sinta que o amamos....mas, claro está, quem está feliz e propenso a dar colinho muitas e muitas vezes, acho otimo! (Eu confesso que não o faço...além de sofrer de dores nas costas, acho importante a MINHA bebé  saber ficar noutro lugar sem ser ao colo ou em constante companhia).

No fundo, cada um de nós faz aquilo que achamos certo ou errado, aquilo que achamos que RESULTA ou não para a nossa família. Ao longo deste texto eu dei aqui a minha opinião, mas será ela a correta para o meu vizinho? Talvez não. E isso é errado? Claro que não. Todos somos livres de ter opinião, mas acho essencial darmos a conhecer o nosso ponto de vista com respeito ao outro (ou não dá-la de todo, afinal as vezes é melhor ficar calado) e com a noção que a outra pessoa  pode não pensar da mesma maneira.O problema nestes assuntos de maternidade é que corremos o risco de, com uma suposta boa intenção, estarmos a condicionar a outra pessoa - que por vezes encontra-se insegura e frágil no momento em que lançamos um bombardeamento tipo 3º guerra mundial de criticas, sugestões e certezas absolutas - a fazer algo com o qual não se sente confortável. Cada um deverá avaliar o que acha que pode resultar melhor para TODOS os membros da família.


Já agora, e só a critério de quem possa estar curioso, a minha filha dorme connosco no quarto, mas na sua caminha de grades ao lado da nossa cama. O motivo que optamos por isso é porque, em 1º lugar, vivemos num T1...só por aí é obvio que tinha de ser no nosso quarto . Em 2º lugar porque ela ainda acorda bastantes vezes e torna-se mais fácil pra mim – que ainda amamento – te-la ao meu lado. Não optei pelo co-sleeping na minha cama porque não temos uma cama muito grande e limita os nossos movimentos e porque não é um habito que gostaria que ela ganhasse (lá está, já estou a pensar em longo prazo! Uma bebé nao ocupa tanto espaço como uma criança de 2 ou 3 anos!). Pessoalmente acho importante o bebé ter o seu espaço (afinal quem não gosta de ter o seu espaço?), mas como disse, este é o meu ponto de vista. 

Mas olhem, ultimamente a princesa tem dormido connosco na cama porque anda atacada com a gripe e assim ao meu lado dorme melhor porque consolo-a durante a noite, ajudo-a a virar-se, levanto-a um bocado se vir que está aflita, enfim…é mais pratico para mim e mais confortável para ela. E afinal quem não gosta de mais miminhos quando se está doente? Acho que não podemos ser muito rígidos porque os bebés passam por fases, e quando estão doentes precisam de mais atenção (tal como nós), daí achar importante ser flexível neste sentido. 

Lanço uma pergunta para vocês leitores: qual a vossa opçao relativamente ao tema acima? E porquê optaram por dada "linha"? 

Ps: deixo-vos este artigo que encontrei hoje num grupo de mamãs e achei interessante:  O erro fundamental na apreciação dos outros.

11 comentários:

  1. Sou mãe de 3 meinas e todas dormiram na nossa cama. Amamentei até tarde e até á presente data tenho a minha pequenina de 8 meses a dormir na nossa cama e as outras duas dormem cada uma na sua cama e no seu quarto. Não tive qualquer problema em tirá-las da nossa cama e nunca influênciou a minha relação com o meu marido.
    Cada um deve optar pelo que achar melhor e o que lhe fizer sentir melhor. Foi uma opção que tomamos os dois e nunca nos arrependemos

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  2. que bom rita, fico feliz por ter dado certo com todos voces! ja agora, com que idade mudaste cada uma das tuas filhotas? e as mais velhas nao tem idades proximas?

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    1. A mais velha tinha 3 anos e a do meio tinha 2 anos, pois saíu quando eu soube que estava grávida e então tive também que parar de lhe dar de mamar.
      A minha mais velha, a Cláudia vai fazer para o mês que vem 9 anos e a do meio que se chama Catarina tem 3 anos e a minha pequena Constânça como sabes tem 8 meses.

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    2. oh eu pensei q as mais velhas tivessem idades aproximadas, achoq confundi com outra mamã hihi.

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  3. Por aqui, por vários motivos, o Nenuco também dorme no nosso quarto, na sua caminha de grades. Não nos sentimos muito à vontade com ele na nossa cama, pois há sempre algum receio de o aleijar, embora já o tenhamos feito uma ou duas vezes. Mas é tão bom esticar a mão e senti-lo ali mesmo ao lado... ai que maravilha! :D

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    1. hehe, dormir com os bebecas de vez em quando é bom sim :)

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  4. O meu filho tem agora três anos e sete meses. Quando era muito bebé, até perto do ano de idade, dormia num bercinho de grades no meu quarto. A partir dessa idade começou a dormir na minha cama comigo e com o meu marido. Devo dizer que nunca afectou a nossa vida conjugal. Aos três anos, começou a dormir no seu quartinho e numa cama de solteiro, com protecção. Falámos com ele, dissemos-lhe que já era um homenzinho e ia passar a ficar no quartinho dele. Achámos que iríamos ter problemas mas correu muito bem. Quando chega a hora de dormir, vamos com ele para o quarto, deitamo-nos na cama dele, lemos a historinha e pouco depois está a dormir. Gosta sempre que um de nós fique com ele antes de adormecer, mas isso é comum à maioria das crianças :-)

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    1. que bom Flor. :) ja agora pq resolveram muda-lo pra vossa cama so ao um ano de idade?

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  5. ola
    eu tenho uma princesinha de 4 meses, e ela dorme no nosso quarto mas na cainha de grades.
    nao dorme na nossa pois mexemo nos imenso e tinhamos receio e alem disso nao queria habitua la na nossa cama com receio de depois ela nao querer dormir na sua caminha.
    eu e o papa concordamos em ela ficar no quarto mas na cama dela. pelo menos ate vir o tempo mais quente ou assim.
    nao a pus no quarto dela pois acheia muito pequena, por ela mamar ainda e porque sinceramente nao me sentia preparda e sempre que pensava nisso tinha um aperto no peito e acho que devemos estar preparadas para essas mudanças e eu nao estou, sinto me melhor com ela ainda no meu quartinho qualquer coisa acordo logo.

    bjinhos

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    1. é isso Paula :) desde que ambos se sintam confortaveis com a opção, acho que é o melhor para todos ;)

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  6. Não consigo responder à tua resposta :) Ele só foi para a nossa cama ao ano porque foi quando começou a querer saltar para o pé de nós. Antes, também dormia de vez em quando, excepto nos primeiros meses. Era muito pequenino e tinha medo que lhe acontecesse alguma coisa, principalmente pelo meu marido, que tem sono pesado :p

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